Outubro 17, 2023

Brasil tem experiência diferenciada em medicina tradicional, afirma especialista

Por Vanio Gonçalvez Vânio Goncalves

Brasil tem experiência diferenciada em medicina tradicional

 

O Brasil tem uma experiência única na implementação de práticas integrativas e complementares na atenção primária da rede pública de saúde. A afirmação é do oncologista pediátrico Ricardo Ghelman.

Ele faz parte do grupo de conselheiros externos da Organização Mundial da Saúde, OMS, em medicina tradicional e participou da preparação da primeira Cúpula Global sobre o tema, que aconteceu na semana passada na Índia.

 

Resultados da medicina integrativa no Brasil: Entrevista com Ricardo Ghelman

Foco na atenção primária

Falando de São Paulo, Ricardo Ghelman conversou com a ONU News, sobre os resultados da incorporação de diversas técnicas de medicina tradicional, complementar e integrativa desde 2006 como política pública no Brasil.

“Os resultados que têm sido consolidados, tem mostrado grande benefício para saúde mental, esse é um ponto fundamental, e no controle de hipertensão e diabetes. Na área de oncologia a gente tem 10 hospitais atualmente no Brasil que estão incorporando, nos últimos 10 anos, essas práticas, no sentido não de substituir o tratamento com quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Inclusive eu sou oncologista pediátrico e posso contar da minha experiência, mas no sentido de melhorar o grande desafio que é o bem-estar dessa população que sofre muito.”

O especialista explicou que experiência brasileira difere dos Estados Unidos e da Europa, “onde essas técnicas foram muito mais incorporadas em hospitais.” Ele acrescentou que apesar disso, os principais hospitais de excelência no Brasil estão incorporando a medicina integrativa.

Terapia brasileira usada na guerra na Ucrânia

Ricardo Ghelman explicou que as 29 práticas incorporadas no Sistema Único de Saúde, SUS, se dividem em três categorias. A primeira são os sistemas médicos, como a medicina chinesa, a ayurveda indiana e a antroposofia, de origem europeia.

As demais categorias são produtos naturais, regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, e as terapias mente-corpo, como meditação e ioga.

Ele destacou que de todas as práticas, 27 são importadas e apenas duas são de origem brasileira: As plantas medicinais nativas do país e a Terapia Comunitária Integrativa. Esta segunda técnica com ampla difusão internacional.

“Hoje está sendo implementada como modelo de cuidado coletivo em saúde mental para redução de ansiedade, stress, desmedicalização de excesso de medicação em 34 países. Então o Brasil exporta nesse momento TCI, Terapia Comunitária Integrativa, e agora estão tendo rodas de terapia comunitária na Ucrânia, como modelo de redução de burnout durante a guerra.”

O programa de reflorestamento do Instituto Zág ajudou a salvar a sagrada árvore Zág do Brasil, que possui valor nutritivo, espiritual, ancestral, medicinal e terapêutico

Diversidade na medicina

O especialista mencionou também um projeto em curso para analisar clinicamente 621 plantas medicinais nativas do Brasil com o objetivo de criar uma agenda de incorporação daquelas que comprovem benefício terapêutico.

“Hoje em dia o que está acontecendo com a medicina é a mesma coisa que está acontecendo com a agricultura, com a alimentação, que são monoculturas. E o que essa Cúpula Global veio trazer é a importância da diversidade de formatos de cuidado que possam ser pesquisáveis e incorporados baseados em evidências.”

Ghelman afirmou que pelo menos uma das Práticas Integrativas e Complementares de Saúde, conhecidas como Pics, está implementada em 77% dos municípios brasileiros e em 100% das capitais, em todas as regiões do Brasil.

Ele disse que o país também está investindo em estudos que aprofundem a avaliação de custo-efetividade dessas técnicas.

O Brasil possui uma experiência única na implementação de práticas integrativas e complementares na atenção primária da rede pública de saúde. Esta afirmação vem do oncologista pediátrico Ricardo Ghelman, membro do grupo de conselheiros externos da Organização Mundial da Saúde (OMS) em medicina tradicional. Ghelman participou da primeira Cúpula Global sobre o tema, realizada na Índia.

Resultados da Medicina Integrativa no Brasil

Foco na Atenção Primária

Desde 2006, diversas técnicas de medicina tradicional, complementar e integrativa têm sido incorporadas como política pública no Brasil. Ricardo Ghelman, falando de São Paulo, destacou os resultados positivos dessas práticas:

  • Benefícios para a saúde mental: Considerável melhora no bem-estar mental dos pacientes.
  • Controle de hipertensão e diabetes: Eficácia no controle dessas condições crônicas.
  • Oncologia: Em 10 hospitais brasileiros, essas práticas têm sido usadas para complementar tratamentos convencionais como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, focando no bem-estar dos pacientes.

Diferença entre Brasil, Estados Unidos e Europa

No Brasil, a medicina integrativa é mais difundida na atenção primária, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, onde é predominantemente utilizada em hospitais. Contudo, principais hospitais de excelência no Brasil estão incorporando essas práticas.

Terapia Brasileira Usada na Guerra na Ucrânia

As práticas integrativas no SUS são divididas em três categorias principais:

  1. Sistemas médicos: Incluem a medicina chinesa, ayurveda indiana e antroposofia europeia.
  2. Produtos naturais: Regulamentados pela Anvisa.
  3. Terapias mente-corpo: Como meditação e ioga.

Das 29 práticas, 27 são importadas e apenas duas são de origem brasileira: plantas medicinais nativas e Terapia Comunitária Integrativa (TCI). A TCI, em particular, está sendo usada internacionalmente para reduzir ansiedade e stress, inclusive na Ucrânia, durante a guerra.

Diversidade na Medicina

Um projeto está em curso para analisar clinicamente 621 plantas medicinais nativas do Brasil, com o objetivo de incorporá-las ao sistema de saúde baseado em evidências de benefícios terapêuticos. Ghelman enfatiza a importância da diversidade nas práticas de cuidado, comparando a situação atual da medicina com monoculturas na agricultura.

Implementação das Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS)

  • Cobertura: Pelo menos uma prática integrativa está implementada em 77% dos municípios brasileiros e em 100% das capitais.
  • Investimentos em estudos: O Brasil está investindo em pesquisas para avaliar a custo-efetividade dessas técnicas.

Conclusão

A experiência do Brasil na implementação de práticas integrativas e complementares na saúde pública destaca a importância da diversidade e inovação na medicina. Com resultados positivos na saúde mental, controle de doenças crônicas e bem-estar geral dos pacientes, o país continua a ser um modelo de referência global.

Brasil tem experiência diferenciada em medicina tradicional, afirma especialista

O Brasil se destaca internacionalmente na implementação de práticas integrativas e complementares na saúde pública, oferecendo um modelo único de cuidados primários que combina medicina tradicional com métodos inovadores. Neste artigo, exploraremos como essas abordagens têm impactado positivamente a saúde mental, o controle de doenças crônicas e o bem-estar geral dos pacientes.

Entrevista com Ricardo Ghelman: Resultados da Medicina Integrativa no Brasil

Ricardo Ghelman, oncologista pediátrico e conselheiro externo da OMS em medicina tradicional, compartilha insights sobre os avanços no uso de práticas integrativas no Brasil desde 2006. Ele destaca:

  • Benefícios para a saúde mental: Melhoria significativa no bem-estar psicológico dos pacientes.
  • Controle de hipertensão e diabetes: Eficácia no manejo dessas condições crônicas.
  • Oncologia: Utilização complementar em hospitais brasileiros para melhorar o conforto dos pacientes durante tratamentos como quimioterapia.

Comparação Internacional: Brasil vs. Estados Unidos e Europa

Ao contrário de outros países onde práticas integrativas são mais comuns em hospitais, no Brasil elas são amplamente adotadas na atenção primária. No entanto, hospitais de excelência brasileiros estão gradualmente incorporando essas técnicas.

Terapia Comunitária Integrativa (TCI): Um Caso de Sucesso Brasileiro

A TCI, uma prática brasileira, tem sido usada globalmente para reduzir ansiedade e estresse, inclusive em contextos desafiadores como a guerra na Ucrânia.

Diversidade na Medicina: Plantas Medicinais Nativas e Inovação

Um projeto está em andamento para avaliar clinicamente 621 plantas medicinais nativas do Brasil, visando incorporá-las ao sistema de saúde com base em evidências de seus benefícios terapêuticos.

Implementação das Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PICS) no Brasil

Atualmente, pelo menos uma prática integrativa está disponível em 77% dos municípios brasileiros e em todas as capitais, refletindo um compromisso nacional com a saúde holística e acessível.

Conclusão

A experiência brasileira em medicina integrativa destaca-se pela diversidade de abordagens e pelo compromisso com a inovação na saúde pública. Com resultados positivos em várias áreas da saúde, o Brasil continua a ser um exemplo global na implementação de cuidados integrativos e complementares.

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