Junho 20, 2024

Covid-19 reverteu mais de uma década de ganhos na expectativa de vida, diz OMS

Por Vanio Gonçalvez Vânio Goncalves


Covid-19 reverteu mais de uma década de ganhos na expectativa de vida, diz OMS

Dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgados nesta sexta feira revelaram que entre 2019 e 2021, os primeiros anos da pandemia de Covid-19, a expectativa de vida em todo o mundo caiu 1,8 anos, chegando 71,4 anos, que era o nível em 2012.

De acordo com a agência, esses números reforçam a necessidade de os países chegarem a um acordo sobre um tratado pandêmico global para proteger as gerações futuras.

Fragilidade dos avanços em saúde

Em resposta às conclusões do levantamento, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou a fragilidade dos avanços na saúde global quando confrontados com emergências sem precedentes como a pandemia, que causou mais de 7 milhões de mortes confirmadas.

Segundo Tedros “em apenas dois anos, a pandemia da Covid-19 apagou uma década de ganhos na expectativa de vida”.

Para ele “é por isso que o novo Acordo Pandêmico é tão importante: não apenas para fortalecer a segurança sanitária global, mas para proteger os investimentos de longo prazo na saúde e promover a equidade dentro e entre os países.”

A nível regional, as Américas e o Sudeste Asiático sentiram o maior impacto do coronavírus, com a expectativa de vida caindo cerca de três anos.

Em contraste, os países do Pacífico Ocidental foram minimamente afetados durante os primeiros dois anos da pandemia, com apenas pequenas perdas em anos e qualidade de vida.

Doenças crônicas, desnutrição e obesidade

O relatório Estatísticas Mundiais de Saúde de 2024 da OMS confirmou que a Covid-19 foi a terceira maior causa de morte a nível mundial em 2020 e a segunda maior um ano depois. O coronavírus também foi a principal causa de mortalidade nas Américas em 2020 e 2021.

De acordo com a agência, antes da pandemia, as doenças não transmissíveis continuavam sendo as principais causas de morte, sendo responsáveis ​​por 74% de todas os óbitos em 2019.

Durante a crise de saúde, condições crônicas como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais e câncer estiveram na origem de 78% das mortes não relacionadas com a Covid-19.

Outras causas importantes de encurtamento da vida são reveladas no estudo são a subnutrição, a desnutrição, o excesso de peso e a obesidade. Em 2022, mais de 1 bilhão de pessoas com cinco anos ou mais viviam com obesidade, enquanto mais de meio bilhão tinham peso abaixo da média.

O relatório da OMS afirma que “a subnutrição nas crianças também foi impressionante”, com 148 milhões de crianças com menos de cinco anos afetadas por atraso no crescimento.

Bebê em clínica de saúde em Androy, Madagascar

Covid-19 Reverteu Mais de Uma Década de Ganhos na Expectativa de Vida, Diz OMS – Guia Completo

Nos últimos anos, a pandemia de Covid-19 teve um impacto profundo na expectativa de vida global, revertendo ganhos significativos alcançados ao longo de uma década. Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa de vida mundial diminuiu em 1,8 anos entre 2019 e 2021, retrocedendo para 71,4 anos, nível semelhante ao observado em 2012.

Impacto Global da Pandemia

A análise da OMS revela que a Covid-19 provocou mais de 7 milhões de mortes confirmadas em todo o mundo, afetando severamente a saúde pública e os sistemas de saúde globalmente. Regiões como as Américas e o Sudeste Asiático experimentaram as maiores quedas na expectativa de vida, chegando a uma redução de aproximadamente três anos.

Fragilidade dos Avanços em Saúde

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou a vulnerabilidade dos avanços em saúde global diante de emergências como a pandemia. Ele enfatizou a importância de um novo Acordo Pandêmico Global para proteger investimentos de longo prazo em saúde e promover a equidade entre os países.

Impacto nas Doenças Crônicas e Condições de Saúde

Durante a crise sanitária, as doenças não transmissíveis continuaram a ser as principais causas de mortalidade, representando 78% das mortes não relacionadas à Covid-19. Condições como doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e câncer foram responsáveis pela maioria dos óbitos, evidenciando a necessidade contínua de políticas de saúde pública eficazes.

Desafios Sociais e de Saúde

Além dos impactos diretos na saúde, o relatório da OMS destaca desigualdades significativas no acesso aos cuidados de saúde entre diferentes grupos populacionais, incluindo pessoas com deficiência, refugiados e migrantes. A agência alerta para a necessidade urgente de adaptar os sistemas de saúde para garantir serviços equitativos e acessíveis a todos.

O Futuro da Saúde Global: Negociações para um Tratado Pandêmico

Diante da complexidade e dos desafios evidenciados pela pandemia, a OMS está liderando negociações com os Estados-membros da ONU para estabelecer um tratado internacional. Este acordo visa fortalecer a segurança sanitária global e garantir acesso equitativo a ferramentas essenciais, como vacinas e equipamentos de proteção, para prevenir futuras crises de saúde pública.

Mitos e Realidades sobre o Tratado Pandêmico

É importante esclarecer que a participação dos países neste acordo será voluntária, conforme a OMS reitera. Diferentemente de informações desinformadas online, o tratado busca promover a cooperação internacional sem comprometer a soberania nacional.

Conclusão

Em resumo, o impacto da Covid-19 na expectativa de vida global e na saúde pública demonstra a necessidade urgente de estratégias globais coordenadas. O novo Acordo Pandêmico Global representa um passo crucial para fortalecer a segurança sanitária e promover a equidade em saúde em todo o mundo.

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Esteja preparado. Cuide da sua saúde e da saúde de todos ao seu redor.