Plano de Saúde
Novembro 2, 2023

Após evacuações médicas, OMS lembra que há milhares de civis feridos em Gaza

Por Vanio Gonçalvez Vânio Goncalves

Após evacuações médicas, OMS lembra que há milhares de civis feridos em Gaza

 

O chefe da Organização Mundial da Saúde, OMS, elogiou a decisão do Egito de aceitar dezenas de doentes e feridos da Faixa de Gaza para tratamento. Segundo a agência de saúde da ONU, 81 pessoas conseguiram cruzar para o país vizinho para receber cuidados médicos.

Tedros Ghebreyesus afirmou que sua equipe esteve trabalhando com o Ministério da Saúde do Egito no planejamento de evacuações médicas e vai continuar apoiando o processo.

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Suprimentos médicos em um armazém da OMS em Gaza estão sendo preparados para entrega

Ponto de passagem

O diretor da OMS falou em meio a relatos de que o terminal de passageiros de Rafah, entre o Egito e Gaza, foi autorizado a abrir de forma excepcional na manhã de quarta-feira pela primeira vez desde 7 de outubro.

Foi permitida a passagem de alguns feridos, bem como estrangeiros e pessoas com dupla nacionalidade.

O cruzamento de Rafah é o único ponto de entrada não controlado por Israel, que impôs um bloqueio à Faixa em 2007, depois que o Hamas tomou o controle da Faixa de Gaza.

Necessidades muito maiores

Tedros alertou nas redes sociais que “a atenção não deve ser desviada das necessidades muito maiores de milhares de pacientes em Gaza” e reiterou pedidos de proteção de hospitais, bem como uma “aceleração imediata” no fluxo de ajuda médica.

Nesta terça-feira, Gaza recebeu o maior comboio desde que a entrega de ajuda via Rafah foi retomada em 21 de outubro. Foram 59 caminhões transportando água, comida e medicamentos.

No entanto, a entrada de combustível, “desesperadamente necessário para operar equipamentos usados para salvar vidas”, permanece proibida, segundo o Escritório para Assuntos Humanitários da ONU, Ocha.

A OMS disse que milhares de civis estão gravemente feridos em Gaza, incluindo crianças. Além disso, mais de 1 mil pessoas que precisam de diálise renal para sobreviver, outras 2 mil estão em tratamento contra o câncer, 45 mil pessoas possuem doenças cardiovasculares e mais de 60 mil tem diabetes.

Um menino de cinco anos segura seu gato em meio aos destroços de sua casa em Gaza

Um menino de cinco anos segura seu gato em meio aos destroços de sua casa em Gaza

Acesso contínuo

A OMS ressalta que esses pacientes devem ter acesso contínuo aos serviços de saúde dentro de Gaza. Hospitais e outras instalações de saúde devem ser protegidos contra bombardeios e uso militar.

A agência disse que antes de 7 de outubro de 2023, cerca de 100 pacientes por dia precisavam de acesso a serviços de saúde especializados fora da Faixa de Gaza devido à falta de estruturas capazes de atender certas demandas.

Por isso, a OMS pede acesso urgente e acelerado a ajuda humanitária, incluindo combustível, água, comida e suprimentos médicos.

Volume insuficiente de ajuda

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou na terça-feira que o volume de ajuda que entra não atende o grande número de civis presos em Gaza em meio ao agravamento dos combates.

Mais de 1,4 milhão de pessoas estão deslocadas internamente, com mais de 689 mil abrigadas em 150 instalações da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos. Os abrigos da ONU agora estão quase quatro vezes acima de sua capacidade pretendida.

O Ocha informou que nos últimos dias milhares de pessoas deslocadas, que anteriormente estavam morando com famílias anfitriãs, se mudaram para abrigos públicos em busca de comida e serviços básicos.

Condição dos reféns desconhecida

O chefe da OMS, disse na quarta-feira em um post nas redes sociais que a agência continua profundamente preocupada com a condição dos 240 reféns levados de Israel pelo Hamas em 7 de outubro.

Tedros ressaltou a preocupação com os reféns, “particularmente as crianças, mulheres, idosos e aqueles com problemas de saúde que precisam de atendimento médico imediato”. Ele reiterou o apelo para sua libertação imediata.

O Programa Mundial de Alimentos distribui pão em uma escola em Gaza, que agora é usada como abrigo

Após evacuações médicas, OMS lembra que há milhares de civis feridos em Gaza

Introdução

A situação humanitária na Faixa de Gaza tem se tornado cada vez mais preocupante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou recentemente a grave condição de milhares de civis feridos na região. Este artigo aborda os esforços de evacuação médica, as necessidades urgentes dos pacientes e as medidas que estão sendo tomadas para fornecer ajuda.

Evacuações Médicas

Elogios à Decisão do Egito

O chefe da OMS elogiou a decisão do Egito de aceitar doentes e feridos da Faixa de Gaza para tratamento. Segundo a agência de saúde da ONU, 81 pessoas conseguiram cruzar para o país vizinho para receber cuidados médicos. Tedros Ghebreyesus afirmou que sua equipe está trabalhando com o Ministério da Saúde do Egito no planejamento dessas evacuações e continuará apoiando o processo.

Suprimentos Médicos e Ponto de Passagem

Os suprimentos médicos em um armazém da OMS em Gaza estão sendo preparados para entrega. O terminal de passageiros de Rafah, entre o Egito e Gaza, foi aberto de forma excepcional, permitindo a passagem de alguns feridos, estrangeiros e pessoas com dupla nacionalidade. Este é o único ponto de entrada não controlado por Israel, que impôs um bloqueio à Faixa em 2007.

Necessidades Urgentes de Saúde

Tedros alertou nas redes sociais que a atenção não deve ser desviada das necessidades de milhares de pacientes em Gaza. Ele reiterou pedidos de proteção de hospitais e uma aceleração imediata no fluxo de ajuda médica.

Estatísticas Alarmantes

  • Diálise Renal: Mais de 1.000 pessoas necessitam de diálise para sobreviver.
  • Tratamento de Câncer: 2.000 pacientes.
  • Doenças Cardiovasculares: 45.000 pessoas.
  • Diabetes: Mais de 60.000 indivíduos.

Acesso Contínuo aos Serviços de Saúde

A OMS ressalta que os pacientes devem ter acesso contínuo aos serviços de saúde dentro de Gaza. Hospitais e outras instalações devem ser protegidos contra bombardeios e uso militar. Cerca de 100 pacientes por dia precisam de acesso a serviços de saúde especializados fora da Faixa de Gaza devido à falta de estruturas capazes de atender certas demandas.

Volume Insuficiente de Ajuda

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou que o volume de ajuda que entra em Gaza não atende ao grande número de civis necessitados. Mais de 1,4 milhão de pessoas estão deslocadas internamente, com abrigos da ONU quase quatro vezes acima de sua capacidade.

Condição dos Reféns

O chefe da OMS expressou profunda preocupação com a condição dos 240 reféns levados de Israel pelo Hamas em 7 de outubro, especialmente crianças, mulheres, idosos e aqueles com problemas de saúde que necessitam de atendimento imediato. Ele reiterou o apelo para a libertação imediata desses reféns.

Impacto Sobre Jornalistas

O conflito no Oriente Médio tem um impacto terrível sobre jornalistas. A ONU expressou preocupação com os relatos de jornalistas palestinos mortos sob bombardeio israelense e reiterou que os profissionais de imprensa são civis e não devem ser alvos.

Crise Global

A guerra entre Israel e militantes palestinos em Gaza criou uma crise global que exige ação internacional. Martin Griffiths, Coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, afirmou que pausas humanitárias são a única opção viável para levar itens de socorro a Gaza agora. Ele ressaltou a necessidade de respeito às obrigações sob o direito humanitário internacional para poupar civis e objetos civis.

Conclusão

A situação em Gaza é crítica e requer atenção e ação imediata da comunidade internacional. As medidas de evacuação médica e a entrega de suprimentos são passos importantes, mas ainda há muito a ser feito para atender às necessidades dos civis feridos e deslocados na região.