{"id":490,"date":"2023-12-13T12:59:06","date_gmt":"2023-12-13T12:59:06","guid":{"rendered":"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/blog\/?p=490"},"modified":"2023-12-13T12:59:07","modified_gmt":"2023-12-13T12:59:07","slug":"oms-tem-novo-guia-alimentar-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/blog\/oms-tem-novo-guia-alimentar-infantil\/","title":{"rendered":"OMS tem novo guia alimentar infantil"},"content":{"rendered":"\n<h2>OMS tem novo guia alimentar infantil<\/h2>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) produziu um novo guia para alimenta\u00e7\u00e3o complementar de lactentes e crian\u00e7as de 6 a 23 meses de idade, trazendo as principais diretrizes sobre o assunto.<\/p>\n<p>O documento apresenta recomenda\u00e7\u00f5es para orientar as fam\u00edlias desde a amamenta\u00e7\u00e3o, passando pela introdu\u00e7\u00e3o alimentar at\u00e9 o consumo de diferentes alimentos, como o leite de vaca e outros alerg\u00eanicos.<\/p>\n<p>Um dos principais pontos que geraram grande repercuss\u00e3o entre pediatras e nutricionistas \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o alimentar precoce (antes dos seis meses para algumas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas) e, quando o aleitamento materno n\u00e3o for poss\u00edvel, as f\u00f3rmulas s\u00f3 devem ser usadas at\u00e9 os 12 meses de vida.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Einstein procurou especialistas na \u00e1rea para debater o tema e auxiliar na orienta\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pelas crian\u00e7as em oferecer uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel.Alimenta\u00e7\u00e3o infantil<br \/>\nAgir de maneira correta durante a introdu\u00e7\u00e3o alimentar, quando o leite materno ou a f\u00f3rmula infantil n\u00e3o s\u00e3o mais adequados para atender \u00e0s necessidades nutricionais da crian\u00e7a, pode influenciar em toda a vida do pequeno.<\/p>\n<p>&#8220;A introdu\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 um ponto sens\u00edvel para muitas fam\u00edlias, pois existe grande preocupa\u00e7\u00e3o em fazer o que \u00e9 melhor para o beb\u00ea associada a orienta\u00e7\u00f5es de diferentes profissionais e conselhos de familiares e amigos, o que fica ainda mais intenso com as redes sociais que permitem que esses palpites cheguem o tempo todo de todos os lugares&#8221;, opina a pediatra Sabrine Teixeira Ferraz Grunewald, professora adjunta do Departamento Materno Infantil da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Os primeiros anos de vida da crian\u00e7a \u00e9 um per\u00edodo fundamental para que elas aprendam a aceitar alimentos e bebidas saud\u00e1veis e a estabelecer padr\u00f5es alimentares em longo prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Esse per\u00edodo coincide com a fase de pico de risco de falha no crescimento e no aparecimento de defici\u00eancias nutricionais&#8221;, explica Vanessa Ramis Figueira, nutricionista s\u00eanior do Departamento Materno-Infantil do Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\n<p>A especialista lembra que as consequ\u00eancias da alimenta\u00e7\u00e3o inapropriada nesse per\u00edodo podem estar relacionadas ao crescimento inadequado, desnutri\u00e7\u00e3o, excesso de peso e car\u00eancias de micronutrientes que pode levar a preju\u00edzo do desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional e aumento do risco de doen\u00e7as infectocontagiosas.<\/p>\n<p>&#8220;Outro ponto importante \u00e9 que a preval\u00eancia de sobrepeso e obesidade aumentou muito nos \u00faltimos anos, o que exige uma nova vis\u00e3o sobre o tema&#8221;, ressalta a nutricionista.<\/p>\n<p>O documento da OMS, divulgado em outubro deste ano, tem o intuito de substituir as duas diretrizes anteriores relacionadas ao tema, uma de 2003 e a outra de 2005.<\/p>\n<p>Ambas eram focadas na desnutri\u00e7\u00e3o e n\u00e3o contemplavam a popula\u00e7\u00e3o de alta renda, que foi inclu\u00edda neste novo guia voltado tamb\u00e9m para pa\u00edses de todas as classes sociais. O documento considera as necessidades dos beb\u00eas que s\u00e3o ou n\u00e3o amamentados, excluindo as crian\u00e7as prematuras, com baixo peso ao nascer, se recuperando de doen\u00e7as graves ou com defici\u00eancias neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Veja os itens que fazem parte do novo guia e as considera\u00e7\u00f5es dos especialistas ouvidos pela Ag\u00eancia Einstein em rela\u00e7\u00e3o a eles:<\/p>\n<p>1 \u2013 A amamenta\u00e7\u00e3o deve continuar at\u00e9 dois anos ou mais<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o nova, j\u00e1 que as principais institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade defendem h\u00e1 bastante tempo que o ideal \u00e9 que a amamenta\u00e7\u00e3o seja mantida ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o alimentar at\u00e9, pelo menos, os 24 meses de vida. Nesse item, o documento chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que para seguir essa recomenda\u00e7\u00e3o. As m\u00e3es que amamentam necessitam de prote\u00e7\u00e3o, ambiente prop\u00edcio e assist\u00eancia, como creches e salas de apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o no local de trabalho, hor\u00e1rios flex\u00edveis para amamentar, acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de aconselhamento para d\u00favidas.<\/p>\n<p>Em caso da necessidade do uso de outro leite no lugar do materno dos 12 at\u00e9 os 23 meses, os autores consideram que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias suficientes para recomendar o leite de vaca desnatado ao inv\u00e9s do integral ou o leite vegetal no lugar do animal. J\u00e1 os que t\u00eam adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares, n\u00e3o s\u00e3o apropriados em nenhuma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2 \u2013 No caso de crian\u00e7as de 6 a 11 meses que n\u00e3o s\u00e3o amamentadas, tanto f\u00f3rmulas infantis quanto leite de vaca podem ser utilizados para aliment\u00e1-los. J\u00e1 a partir de um ano de vida, as f\u00f3rmulas infantis ou compostos l\u00e1cteos n\u00e3o s\u00e3o mais recomendados<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das grandes diferen\u00e7as do novo guia em rela\u00e7\u00e3o aos lan\u00e7ados anteriormente. &#8220;Os estudos que compararam o consumo de leite de vaca com o de f\u00f3rmulas infantis nessa faixa et\u00e1ria n\u00e3o encontraram diferen\u00e7as nos desfechos relacionados a crescimento, desenvolvimento e adoecimentos na inf\u00e2ncia&#8221;, conta a pediatra Grunewald.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um dos exemplos de que as diretrizes atuais procuraram ser mais flex\u00edveis e devem considerar caracter\u00edsticas individuais das fam\u00edlias, al\u00e9m de aspectos culturais e econ\u00f4micos envolvidos nessa decis\u00e3o, afinal, o custo das f\u00f3rmulas pode ser excessivo para muitas delas.&#8221;<\/p>\n<p>Mas, essa decis\u00e3o precisa ser ponderada. &#8220;Existem posicionamentos da Sociedade Brasileira de Pediatria e de outras sociedades m\u00e9dicas evidenciando que a introdu\u00e7\u00e3o de leite de vaca in natura antes do final do primeiro ano de vida pode desencadear problemas importantes, como maior risco de anemia, sangramentos intestinais e alergia alimentar&#8221;, diz o pediatra e nutr\u00f3logo Mauro Fisberg, membro do corpo de orientadores em pediatria e ci\u00eancias aplicadas em pediatria da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e coordenador do Centro de Excel\u00eancia em Nutri\u00e7\u00e3o e Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi, ligado ao Hospital Infantil Sabar\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;O leite materno \u00e9 o alimento mais indicado para o suprimento de c\u00e1lcio, vitaminas e minerais, e, em caso de impossibilidade da continuidade da amamenta\u00e7\u00e3o, indica-se o uso de f\u00f3rmulas infantis adequadas \u00e0 idade. Com certeza existem argumentos econ\u00f4micos ligados ao seu pre\u00e7o que podem impedir a utiliza\u00e7\u00e3o desse tipo de produto, al\u00e9m do risco de haver dilui\u00e7\u00e3o inadequada e a distribui\u00e7\u00e3o para outros membros da fam\u00edlia. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria acredita que deveria haver algum tipo de subs\u00eddio para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda para que ela possa ter acesso ao produto adequado&#8221;, diz Fisberg, que \u00e9 membro titular do Departamento de Nutrologia da Sociedade de Pediatria de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>3 \u2013 A introdu\u00e7\u00e3o de alimentos complementares deve ser iniciada a partir dos seis meses de idade<\/p>\n<p>Apesar dessa recomenda\u00e7\u00e3o, a diretriz reconhece que algumas crian\u00e7as podem se beneficiar com a incorpora\u00e7\u00e3o de alimentos antecipadamente, levando em considera\u00e7\u00e3o os seguintes riscos em potencial: aumento da morbidade por doen\u00e7as gastrointestinais em locais onde a higiene dos alimentos e da \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 adequada, baixa qualidade nutricional dos alimentos complementares em compara\u00e7\u00e3o ao leite materno em pa\u00edses de baixa renda, desenvolvimento inadequado e risco de obesidade.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m considera a preocupa\u00e7\u00e3o com a introdu\u00e7\u00e3o tardia \u2014ap\u00f3s os 6 meses de idade\u2014 de alimentos complementares devido \u00e0 inadequa\u00e7\u00e3o do leite materno em nutrientes essenciais, especialmente ferro, e o risco de isso afetar a aceita\u00e7\u00e3o de novos sabores e texturas. Al\u00e9m disso, evid\u00eancias sugerem que atrasar a introdu\u00e7\u00e3o de alguns alimentos, como nozes e amendoim, pode favorecer alergias alimentares ao inv\u00e9s de preveni-las.<\/p>\n<p>&#8220;Essa recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos diferenciais do novo documento, j\u00e1 que as orienta\u00e7\u00f5es brasileiras e internacionais destacam a introdu\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o complementar aos seis meses de vida, idade na qual a maioria dos beb\u00eas j\u00e1 apresenta um desenvolvimento neuropsicomotor adequado para serem alimentados com seguran\u00e7a&#8221;, diz a pediatra.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, a maioria dos estudos que comparou diferentes momentos para a introdu\u00e7\u00e3o alimentar n\u00e3o encontrou diferen\u00e7as estatisticamente significantes em rela\u00e7\u00e3o a itens como ganho de peso, anemia, doen\u00e7as respirat\u00f3rias ou al\u00e9rgicas. Dessa forma, os profissionais tamb\u00e9m devem levar em considera\u00e7\u00e3o quest\u00f5es culturais e prefer\u00eancias familiares no momento de avaliar quando os alimentos devem come\u00e7ar a fazer parte da dieta da crian\u00e7a&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 muitos anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria adota o conceito da OMS que indica que o aleitamento materno deve ser exclusivo pelo menos at\u00e9 o sexto m\u00eas, o que pode ser considerado uma orienta\u00e7\u00e3o que tem o objetivo de proteger as m\u00e3es e as crian\u00e7as de todos os n\u00edveis sociais, garantindo as vantagens imbat\u00edveis do leite materno&#8221;, diz Fisberg.<\/p>\n<p>O pediatra e nutr\u00f3logo explica que, do ponto de vista cl\u00ednico, considera o conceito da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Europeia de Pediatria, Gastroenterologia, Hepatologia e Nutri\u00e7\u00e3o (ESPGHAN), que preconiza o in\u00edcio da alimenta\u00e7\u00e3o complementar ap\u00f3s o sexto m\u00eas de vida.<\/p>\n<p>Em alguns casos, mediante avalia\u00e7\u00e3o do pediatra, pode ser iniciada entre o quarto e o sexto m\u00eas, segundo o especialista, mas nunca antes das 16 semanas nem depois das 26 semanas de vida. Ele destaca que essa decis\u00e3o requer a an\u00e1lise das curvas de crescimento, do estado nutricional materno, entre v\u00e1rios outros aspectos da m\u00e3e e do beb\u00ea, refor\u00e7ando o conceito de que o aleitamento deve ser exclusivo pelo maior tempo poss\u00edvel.<\/p>\n<p>4 \u2013 Crian\u00e7as de 6 a 23 meses devem ter uma dieta diversificada<\/p>\n<p>As diretrizes anteriores estabeleciam uma m\u00e9dia cal\u00f3rica a ser atingida nesse per\u00edodo. J\u00e1 a atual tem foco em uma dieta diversificada na qual verduras, legumes, frutas e alimentos de origem animal, incluindo carne, peixe ou ovos, devem ser consumidos diariamente. Leguminosas, nozes e sementes devem fazer parte do card\u00e1pio com frequ\u00eancia, especialmente quando carne, peixe ou ovos e vegetais s\u00e3o limitados no card\u00e1pio. O consumo de itens ricos em amido deve ser minimizado, pois n\u00e3o fornecem prote\u00ednas de alta qualidade ou nutrientes, como ferro, zinco e vitamina B12.5 &#8211; Alimentos ricos em a\u00e7\u00facar, sal, gorduras trans, ado\u00e7antes e bebidas a\u00e7ucaradas devem ser evitados e o consumo de suco de fruta natural deve ser limitado<\/p>\n<p>A diretriz considera muito importante que ocorra o aconselhamento dos respons\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o aos danos de curto e longo prazo no consumo desses alimentos.<\/p>\n<p>&#8220;O documento destaca que os estudos que avaliaram a ingest\u00e3o de sucos n\u00e3o revelaram evid\u00eancias de impacto negativo em desfechos de sa\u00fade, entretanto, como os concentrados s\u00e3o ricos em a\u00e7\u00facar natural, ainda \u00e9 recomendado evit\u00e1-los, especialmente antes do primeiro ano de vida&#8221;, diz Grunewald.<\/p>\n<p>&#8220;Por isso, ao contr\u00e1rio do que algumas p\u00e1ginas das redes sociais informaram de maneira errada nos \u00faltimos dias, a OMS n\u00e3o liberou o consumo do suco de frutas.&#8221;<\/p>\n<p>Vale destacar que o Guia Alimentar para Crian\u00e7as Brasileiras menores de 2 anos, publicado em 2019 pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, tamb\u00e9m n\u00e3o recomenda a oferta de a\u00e7\u00facar e prepara\u00e7\u00f5es que contenham esse ingrediente at\u00e9 os 24 meses de idade.<\/p>\n<p>6 \u2013 O uso de suplementos nutricionais e alimentos fortificados pode ser indicado para crian\u00e7as de 6 a 23 meses<\/p>\n<p>Esses itens podem entrar em cena em algumas situa\u00e7\u00f5es em que as necessidades de alguns nutrientes n\u00e3o est\u00e3o sendo atingidas por meio da alimenta\u00e7\u00e3o normal. Mas, \u00e9 essencial que isso s\u00f3 aconte\u00e7a diante de recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica que deve ser feita levando em considera\u00e7\u00e3o a necessidade de cada uma e a situa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o onde mora.<\/p>\n<p>7 \u2013 A alimenta\u00e7\u00e3o responsiva deve ser estimulada<\/p>\n<p>&#8220;As diretrizes anteriores estabeleciam um n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias dependendo do consumo e das metas nutricionais, j\u00e1 a atual ressalta a import\u00e2ncia de as crian\u00e7as de 6 a 23 meses de idade serem incentivadas a se alimentar de forma responsiva, ou seja, incitadas a comer de forma aut\u00f4noma, respeitando suas prefer\u00eancias, desenvolvimento, necessidades fisiol\u00f3gicas e apetite e incentivando a autorregula\u00e7\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Figueira, nutricionista do Einstein.<\/p>\n\n<p>Para ter uma vida saud\u00e1vel pode contar com os <a href=\"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/\">Planos de Sa\u00fade<\/a> chame consultor e solicite <a href=\"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/\">Cota\u00e7\u00e3o do Plano de Sa\u00fade<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OMS tem novo guia alimentar infantil A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) produziu um novo guia para alimenta\u00e7\u00e3o complementar de lactentes e crian\u00e7as de 6 a 23 meses de idade, trazendo as principais diretrizes sobre o assunto. 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