{"id":481,"date":"2023-12-13T12:49:02","date_gmt":"2023-12-13T12:49:02","guid":{"rendered":"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/blog\/?p=481"},"modified":"2023-12-13T12:53:38","modified_gmt":"2023-12-13T12:53:38","slug":"sentir-se-meio-baixo-astral-pode-ser-sinal-de-distimia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/blog\/sentir-se-meio-baixo-astral-pode-ser-sinal-de-distimia\/","title":{"rendered":"Sentir-se meio baixo-astral pode ser sinal de distimia"},"content":{"rendered":"\n<h1>Sentir-se meio baixo-astral pode ser sinal de distimia<\/h1>\n<p>Quando Amanda Stern chegou aos seus 40 e poucos anos, ela j\u00e1 n\u00e3o sofria mais de depress\u00e3o cl\u00ednica. E seus ataques de p\u00e2nico, que come\u00e7aram na inf\u00e2ncia, haviam desaparecido em grande parte. Mas, em vez de se sentir mais feliz, ela disse: &#8220;Eu me sentia envolvida por uma tristeza infinita e plana&#8221;.<\/p>\n<p>Confusa, ela procurou seu terapeuta, que sugeriu que ela tinha distimia, uma vers\u00e3o leve do transtorno depressivo persistente, ou TDP.<\/p>\n<p>Stern, uma autora baseada na cidade de Nova York, frequentemente escreve sobre sa\u00fade mental, mas nunca tinha ouvido falar do termo. Logo percebeu que havia experimentado a distimia de forma intermitente por d\u00e9cadas. &#8220;N\u00e3o estou sofrendo com isso agora&#8221;, acrescentou, &#8220;mas imagino que vou conviver com isso novamente&#8221;.<\/p>\n<p>Ela decidiu escrever sobre isso em seu boletim informativo, How to Live, descrevendo como era existir em um &#8220;estado constante de &#8216;vazio'&#8221; e compartilhando as ferramentas que eventualmente a ajudaram a se sentir melhor.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe bem por que alguns casos de depress\u00e3o persistem, mas o The New York Times pediu a especialistas que compartilhassem o que sabem sobre o TDP.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o transtorno depressivo persistente?<\/p>\n<p>O transtorno depressivo persistente \u00e9 uma depress\u00e3o cr\u00f4nica que dura pelo menos dois anos em adultos. Como acontece com muitos tipos de doen\u00e7as mentais, existem diferentes n\u00edveis de gravidade.<\/p>\n<p>O termo &#8220;distimia&#8221;, uma palavra grega que pode significar &#8220;baixo-astral&#8221;, &#8220;mudan\u00e7a de humor&#8221; ou &#8220;des\u00e2nimo&#8221;, n\u00e3o est\u00e1 mais inclu\u00eddo no Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais, ou DSM, mas ainda \u00e9 usado por alguns profissionais de sa\u00fade mental para se referir \u00e0 forma mais leve do TDP.<\/p>\n<p>Marnie Shanbhag, diretora s\u00eanior de pr\u00e1tica independente da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psicologia, disse que o TDP menos grave muitas vezes \u00e9 diagnosticado quando as pessoas procuram terapia para outro problema, como problemas conjugais ou estresse no trabalho, e revelam que sentem uma tristeza constante, falta de emo\u00e7\u00e3o ou apatia emocional.<\/p>\n<p>Pode n\u00e3o parecer haver uma raz\u00e3o para isso. &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 apenas meio &#8216;meh'&#8221;, disse Shanbhag. &#8220;E voc\u00ea se acostuma a ficar assim&#8221;.<\/p>\n<p>Para Stern, a depress\u00e3o cl\u00ednica &#8220;me derruba. N\u00e3o consigo sair da cama, tomar banho, comer ou passear com meu cachorro&#8221;. Com a distimia, no entanto, ela ainda consegue funcionar. Ela pode n\u00e3o querer lavar a lou\u00e7a, por exemplo, mas n\u00e3o se sentir\u00e1 &#8220;aniquilada&#8221; pela tarefa.<\/p>\n<p>Aqueles que t\u00eam a forma mais grave do TDP, referida no passado como transtorno depressivo maior cr\u00f4nico, podem ser incapazes de sair da cama ap\u00f3s uma noite de ins\u00f4nia, perder o apetite, ter tanta dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o que n\u00e3o conseguem realizar seu trabalho ou se sentir muito exaustos para limpar a casa ou preparar o jantar, disse o Dr. Paul Appelbaum, professor de psiquiatria da Universidade Columbia e l\u00edder do grupo respons\u00e1vel pelas revis\u00f5es do DSM.<\/p>\n<p>Estima-se que cerca de 2% dos adultos nos Estados Unidos tenham tido alguma forma de TDP no \u00faltimo ano, e acredita-se que seja mais comum entre as mulheres do que entre os homens. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil saber sua extens\u00e3o completa, porque os especialistas dizem que o transtorno tende a ser subdiagnosticado.<\/p>\n<p>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico?<\/p>\n<p>O TDP \u00e9 diagnosticado em adultos que relatam sentir-se deprimidos &#8220;a maior parte do dia, na maioria dos dias&#8221;, por pelo menos dois anos, disse Appelbaum. E se eles encontrarem al\u00edvio de seus sintomas, acrescentou, isso n\u00e3o dura mais do que dois meses.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as e adolescentes tamb\u00e9m podem ter TDP. (Para fazer um diagn\u00f3stico, disse Appelbaum, os sintomas precisar\u00e3o ter durado pelo menos um ano).<\/p>\n<p>&#8220;Assim como outras formas de depress\u00e3o, ele causa sofrimento ou preju\u00edzo significativo e est\u00e1 associado a um risco aumentado de suic\u00eddio&#8221;, disse Appelbaum.<\/p>\n<p>Os pacientes com o transtorno tamb\u00e9m experimentar\u00e3o pelo menos dois dos seguintes sintomas:<\/p>\n<p>Pouco apetite ou comer demais<br \/>\nIns\u00f4nia ou sonol\u00eancia excessiva durante o dia<br \/>\nBaixa energia ou fadiga<br \/>\nBaixa autoestima<br \/>\nDificuldade de concentra\u00e7\u00e3o ou tomada de decis\u00f5es<br \/>\nSentimentos de desesperan\u00e7a<\/p>\n<p>Como \u00e9 tratado?<\/p>\n<p>O TDP \u00e9 geralmente tratado com terapia e antidepressivos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 cura, mas as pessoas podem se tornar &#8220;livres de sintomas, e a intensidade das recorr\u00eancias, se houver, pode ser minimizada&#8221;, disse Appelbaum.<\/p>\n<p>Como o TDP pode ser de longa dura\u00e7\u00e3o \u2014e nem sempre interfere na vida cotidiana do paciente\u2014 aqueles que t\u00eam o transtorno podem assumir que seus sintomas depressivos mais leves s\u00e3o simplesmente tra\u00e7os de personalidade.<\/p>\n<p>Cuide-se<br \/>\nCi\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 dif\u00edcil convencer as pessoas de que elas n\u00e3o s\u00e3o apenas a pessoa negativa em sua fam\u00edlia ou a pessoa que sempre v\u00ea o lado ruim das coisas&#8221;, disse a Dra. Jessi Gold, uma psiquiatra em St. Louis. Mas se algu\u00e9m est\u00e1 sofrendo ou apresentando sintomas que interferem na vida di\u00e1ria, faz sentido buscar tratamento em vez de simplesmente dizer: &#8220;\u00c9 assim que eu sou&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Stern pode se identificar. Quando pessoas pr\u00f3ximas perguntavam como ela estava, ela dizia que estava bem, mas, segundo ela, &#8220;uma tristeza profunda surgia, me mostrando que eu n\u00e3o estava nada bem&#8221;.<\/p>\n<p>Ela instou aqueles que se sentem consistentemente desmotivados, ap\u00e1ticos ou sem interesse nas coisas que antes gostavam a procurar ajuda. &#8220;Voc\u00ea pode se sentir sozinho, mas n\u00e3o est\u00e1&#8221;, disse ela.<\/p>\n<p>Este artigo foi originalmente publicado no The New York Times.<\/p>\n\n<p>Para ter uma vida saud\u00e1vel pode contar com os <a href=\"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/\">Planos de Sa\u00fade<\/a> chame consultor e solicite <a href=\"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/\">Contratar Plano de Sa\u00fade<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sentir-se meio baixo-astral pode ser sinal de distimia Quando Amanda Stern chegou aos seus 40 e poucos anos, ela j\u00e1 n\u00e3o sofria mais de depress\u00e3o cl\u00ednica. 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