{"id":391,"date":"2023-11-23T20:05:43","date_gmt":"2023-11-23T20:05:43","guid":{"rendered":"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/blog\/?p=391"},"modified":"2023-11-23T20:05:43","modified_gmt":"2023-11-23T20:05:43","slug":"calor-e-menos-mortal-para-os-brasileiros-mas-pode-causar-serios-problemas-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/blog\/calor-e-menos-mortal-para-os-brasileiros-mas-pode-causar-serios-problemas-de-saude\/","title":{"rendered":"Calor \u00e9 &#8216;menos mortal&#8217; para os brasileiros, mas pode causar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Calor \u00e9 &#8216;menos mortal&#8217; para os brasileiros, mas pode causar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade<\/h2>\n<p>Segundo um relat\u00f3rio da OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) e da OMM (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Meteorologia), o calor \u00e9 um dos maiores problemas de sa\u00fade em todo o mundo e mata cerca de 15 milh\u00f5es de pessoas por ano.<\/p>\n<p>Apenas na Europa, durante o ver\u00e3o do ano passado foram mais de 61 mil mortes, de acordo com um estudo feito por cientistas de um instituto de sa\u00fade franc\u00eas e do ISGlobal (Instituto de Sa\u00fade Global de Barcelona), publicado na Nature Medicine.<\/p>\n<p>\u2022 Clique aqui e receba as not\u00edcias do R7 no seu WhatsApp<br \/>\n\u2022 Compartilhe esta not\u00edcia pelo WhatsApp<br \/>\n\u2022 Compartilhe esta not\u00edcia pelo Telegram<br \/>\n\u2022 Assine a newsletter R7 em Ponto<\/p>\n<p>Agora, no Brasil, 15 estados e o Distrito Federal est\u00e3o sob alerta vermelho (grande perigo) do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), devido \u00e0 onda de calor.<\/p>\n<p>Cidades como S\u00e3o Rom\u00e3o e Coronel Pacheco, em Minas Gerais, j\u00e1 atingiram a marca de mais de 40\u00baC. O Rio de Janeiro chegou aos 36,8\u00baC, mas teve sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de 58,5\u00baC em Guaratiba, na zona oeste da cidade.<\/p>\n<p>Mesmo com esse n\u00famero, n\u00e3o \u00e9 comum ver um alto n\u00famero de mortes, como ocorre na Europa. Portanto, \u00e9 correto afirmar que os brasileiros s\u00e3o mais resistentes ao calor?<\/p>\n<p>Yuri Silva, bi\u00f3logo e diretor t\u00e9cnico do Instituto Mapinguari, explica que, primeiro, \u00e9 preciso entender que os dois tipos de calor s\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>&#8220;No Brasil, o calor \u00e9 mais \u00famido, porque temos, apesar de reduzidas e amea\u00e7adas, as florestas tropicais: a mata atl\u00e2ntica, a Amaz\u00f4nia, o cerrado \u2014 como ber\u00e7o das \u00e1guas \u2014, o Pantanal. Todos esses ecossistemas mant\u00eam a umidade do ar elevada, e ela favorece a transpira\u00e7\u00e3o, o suor, que \u00e9 um mecanismo de controle de temperatura. Isso n\u00e3o acontece na Europa, o calor l\u00e1 \u00e9 mais seco&#8221;, explica.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a diferen\u00e7a do solst\u00edcio de ver\u00e3o, \u00e9poca do ano em que os dias ficam mais longos. No Hemisf\u00e9rio Norte, ele acontece em junho, e a m\u00e9dia de exposi\u00e7\u00e3o solar \u00e9 de 16 horas por dia. Para fins comparativos, em dezembro, quando ele chega ao Hemisf\u00e9rio Sul, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de 12 horas.<\/p>\n<p>&#8220;O dia \u00e9 mais longo e a noite \u00e9 mais curta, ent\u00e3o tem menos tempo para a temperatura das casas, da cidade de modo geral, diminuir. Quando come\u00e7a a diminuir, j\u00e1 \u00e9 dia de novo e j\u00e1 chega uma nova exposi\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Silva.<\/p>\n<p>As casas tamb\u00e9m s\u00e3o um problema, j\u00e1 que, na Europa, s\u00e3o constru\u00eddas para reter calor. No Reino Unido, por exemplo, segundo dados do Departamento de Neg\u00f3cios, Energia e Estrat\u00e9gia Industrial, apenas 5% das casas t\u00eam ar-condicionado, e a maioria \u00e9 port\u00e1til.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o europeia tamb\u00e9m \u00e9 mais velha, o que dificulta ainda mais a adapta\u00e7\u00e3o. Segundo a OMS, j\u00e1 no ano que vem o n\u00famero de pessoas com 65 anos no continente superar\u00e1 o de jovens com menos de 15 anos.<\/p>\n<p>Mas o que mais impactou os pa\u00edses foi a altera\u00e7\u00e3o brusca nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u2014 o corpo n\u00e3o consegue responder e se reequilibrar. No ano passado, na Fran\u00e7a e na It\u00e1lia, por exemplo, a m\u00e9dia da temperatura subiu 2,43\u00b0C e 2,28\u00b0C, respectivamente.<\/p>\n<p>Por todos esses pontos, o correto \u00e9 dizer que os brasileiros est\u00e3o adaptados \u00e0s pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e tem certas &#8220;vantagens&#8221; se comparados aos europeus.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, apesar de n\u00e3o chegarem a \u00f3bito, as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis do pa\u00eds j\u00e1 sofrem com as altas temperaturas, com queimadas e chuvas fortes, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas, afinal, qual o limite?<\/p>\n<p>Em quest\u00e3o de calor, \u00e9 importante ressaltar que toda a esp\u00e9cie tem um limite estabelecido. O ser humano \u00e9 homeot\u00e9rmico, ou seja, independentemente da temperatura externa, a interna se mant\u00e9m relativamente constante: entre 35,5\u00b0C e 36,5\u00baC.<\/p>\n<p>O controle \u00e9 feito por meio dos sistemas nervoso central e circulat\u00f3rio. Os sensores de calor do corpo enviam sinais para o hipot\u00e1lamo, regi\u00e3o do c\u00e9rebro que aciona respostas fisiol\u00f3gicas de controle, como aumento da transpira\u00e7\u00e3o e respira\u00e7\u00e3o acelerada (expira\u00e7\u00e3o do ar quente).<\/p>\n<p>Quando considerada a temperatura externa, o limite para o corpo, segundo o \u00cdndice de Bulbo \u00damido \u2014 Term\u00f4metro de Globo, fica entre 35\u00baC e 37\u00baC. A partir dela h\u00e1 um desconforto consider\u00e1vel, e o mecanismo termorregulador do corpo pode ficar sobrecarregado \u2014 \u00e9 importante frisar que a toler\u00e2ncia varia de pessoa para pessoa.<\/p>\n<p>&#8220;A exposi\u00e7\u00e3o prolongada a temperaturas acima de 40\u00baC pode levar a problemas s\u00e9rios de sa\u00fade&#8221;, alerta Roberto Yano, cardiologista e especialista em estimula\u00e7\u00e3o card\u00edaca artificial pela SBCCV (Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular) e AMB (Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira).<\/p>\n<p>\u00c9 por esse motivo que o calor extremo \u00e9 um alerta. Ele faz mal ao corpo humano, principalmente ao sistema circulat\u00f3rio, por uma s\u00e9rie de motivos.<\/p>\n<p>&#8220;O cora\u00e7\u00e3o bate mais r\u00e1pido quando est\u00e1 muito quente, para tentar controlar a temperatura e tamb\u00e9m pela desidrata\u00e7\u00e3o. Por ele bater mais r\u00e1pido, gasta mais energia e mais oxig\u00eanio do que precisaria&#8221;, explica H\u00e9lio Castello, cardiologista e coordenador da hemodin\u00e2mica do Centro Especializado em Cardiologia do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz.<\/p>\n<p>As art\u00e9rias tamb\u00e9m se dilatam, para equilibrar a temperatura corporal. Essa dilata\u00e7\u00e3o causa uma queda da press\u00e3o arterial.<\/p>\n<p>&#8220;O terceiro fator, que tamb\u00e9m atinge toda a parte circulat\u00f3ria, \u00e9 que, quando est\u00e1 muito quente, nos desidratamos. Quem transporta mais \u00e1gua no nosso corpo \u00e9 o sangue, ent\u00e3o, uma vez que voc\u00ea perde \u00e1gua, teoricamente, tornaria o sangue um pouco mais concentrado, mais viscoso. Isso aumenta o risco de formar co\u00e1gulos, que podem entupir algum vaso&#8221;, afirma Castello.<\/p>\n<p>E acrescenta: &#8220;Por fim, em temperaturas muito extremas mesmo, muitas vezes, ocorre uma inflama\u00e7\u00e3o de toda a parte circulat\u00f3ria e respirat\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<p>Isso significa que qualquer pessoa, exceto crian\u00e7as, sob condi\u00e7\u00e3o de calor extremo tem maior risco de sofrer um infarto (quando um co\u00e1gulo bloqueia o fluxo sangu\u00edneo para o cora\u00e7\u00e3o) ou AVC (quando vasos que levam sangue para o c\u00e9rebro entopem ou se rompem).<\/p>\n<p>&#8220;A desidrata\u00e7\u00e3o e a dilata\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos perif\u00e9ricos podem contribuir para a diminui\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo cerebral, elevando a probabilidade de eventos cerebrovasculares&#8221;, explica Yano.<\/p>\n<p>A sobrecarga do cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aumenta o risco de arritmia card\u00edaca (batimentos irregulares) e insufici\u00eancia card\u00edaca. Isso porque, al\u00e9m do &#8220;trabalho dobrado&#8221; do \u00f3rg\u00e3o, o corpo perde eletr\u00f3litos pelo suor, como s\u00f3dio e pot\u00e1ssio, fundamentais para manter a fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca normal.<\/p>\n<p>Por isso, Castello recomenda \u00e0s pessoas que bebam muita \u00e1gua e fiquem atentas a batimentos mais acelerados que o normal neste calor, que podem ser um alerta para desidrata\u00e7\u00e3o. Idosos e crian\u00e7as, especialmente, se desidratam com mais facilidade.<\/p>\n<p>Yano complementa que as pessoas devem evitar bebidas alco\u00f3licas, que acentuam a desidrata\u00e7\u00e3o, e ficar atentas aos sinais da falta de \u00e1gua: tontura, fraqueza, n\u00e1usea e confus\u00e3o mental.<\/p>\n<p>* Sob a supervis\u00e3o de Giovanna Borielo<\/p>\n<p>Manual de sobreviv\u00eancia: veja o que fazer e o que evitar nessa onda de calor extremo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para ter uma vida saud\u00e1vel pode contar com os <a href=\"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/\">Planos de Sa\u00fade<\/a> chame consultor e solicite <a href=\"https:\/\/guiadoplanodesaude.com.br\/\">Cota\u00e7\u00e3o do Plano de Sa\u00fade<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Calor \u00e9 &#8216;menos mortal&#8217; para os brasileiros, mas pode causar s\u00e9rios problemas de sa\u00fade Segundo um relat\u00f3rio da OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) e da OMM (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Meteorologia), o calor \u00e9 um dos maiores problemas de sa\u00fade em todo o mundo e mata cerca de 15 milh\u00f5es de pessoas por ano. 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